Crítica | Um Dia de Chuva em Nova York

Nota: 3,0/5

Estrelado por Timothée Chalamet (Me Chame Pelo Seu Nome) e Elle Fanning (Malévola), Um Dia de Chuva em NY pode ser considerado mais um típico filme de Woody Allen. Com triângulos amorosos, problemas não tão problemáticos assim e desencontros não programados, o filme chama atenção mais pelo seu elenco do que fato pela história, que mesmo não sendo ruim poderia ser mais desenvolvida.

O filme começa nos apresentando o casal Gatsby (Timothée Chalamet) e Ashleigh (Elle Fanning) que se conheceram na faculdade. Um dia, Ashleigh recebe a notícia de que irá entrevistar o famoso diretor de cinema Roland Pollard (Liev Schreiber), do qual é muito fã, em Nova York. Gatsby fica super feliz não só pela conquista da namorada, mas também pelo fato de que ele poderá apresentar cada canto da cidade favorita dele ela. Chegando a cidade, eles planejam tudo o que poderão fazer em todos os lugares lindos que NY tem a oferecer, até a hora em que a entrevista de fato acontece e a partir disso começam todos os desencontros possíveis devido as oportunidades de furos de reportagens feitos por Ashleigh em relação ao diretor.

Com isso, Gatsby anda Nova York sozinho e aproveita não só os lugares que planejaram ir, mas também para rever alguns amigos e familiares que moram por perto do hotel. Em um desses passeios, ele revê Chan (Selena Gomez) a irmã de uma ex-namorada numa visita de um amigo a uma filmagem. Enquanto Ashleigh está focada no trabalho, Gatsby aproveita então a companhia de Chan pelo resto do dia, trazendo consigo todas as lembranças do passado à tona.

Com essa narrativa pouco explorada o filme até tenta se desenvolver, mas se perde em meio a diálogos soltos, interpretações vazias e algumas cenas mal explicadas. A fotografia do filme é algo bastante positivo, pois possui leveza nos tons usados e mantém um tipo bem clássico usados nos filmes de Woody Allen, deixando um ar de romance em algumas cenas ainda mais acentuado quando preciso.

A interpretação em geral é outro fator que desaponta, principalmente quem viu alguns outros filmes com os protagonistas já que eles são os mais atingidos no contexto. Timothée Chalamet tem sempre aquele ar de garoto arrependido e traído na maioria das cenas, sendo a cena do diálogo com a mãe a única em que vemos o potencial dele sendo muito bem aproveitado e usado, enquanto Elle Fanning faz a pobre moça nem tão inocente assim, que aproveita de tudo o que lhe oferecem para um furo de reportagem que acaba se perdendo e nem sendo contado ao final da história.

Por fim, o desfecho acaba sendo meio perdido e sem contexto por causa desses problemas que o roteiro foi construindo ao longo da narrativa, ficando um final aleatório e aberto a possibilidades. Mas contudo, o filme vale a pena pelo elenco e para quem está atrás de um típico filme de romance sem muito aspecto problemático envolvido.