Série | Um futuro de angústia em O Conto da Aia

Quer sair da monotonia com alguma série diferente do habitual? Aposto que uma distopia como essa você não viu em outros lugares.

Mais uma especulação de um futuro em que nos perdemos. Na série produzida pela Hulu: O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, 2017), baseada em um livro de mesmo nome lançado em 1985, vemos nosso mundo em um futuro próximo no qual não existem naves voadoras, nem civilizações alienígenas ou outros elementos que estamos acostumados em séries sobre o futuro.

A realidade mostrado na série é de regressão, não de progresso. No mundo de O Conto da Aia, a maior parte da população se tornou estéril, levando a queda da sociedade como era, além do surgimento de novos sistemas sociais que se suplantaram o governo. A história de nossa aia se passa em Gilead.

A república de Gilead se situa no país antes chamado de Estados Unidos. Direitos, liberdade e educação foram abolidos, o governo vigente é totalitário e teocrático e a sociedade por si só parece pertencer ao passado, e não ao futuro. Com a queda quase total de natalidade, as pessoas começaram a ficar desesperadas, mas depois da ascensão da República de Gilead, as mulheres ainda férteis foram capturadas e forçadas a serem aias, cujo único objetivo nessa sociedade é procriar.

Acompanhando a história da aia Offred (nome dado a ela na República de Gilead) podemos sentir com profundidade a angústia e o horror de viver em um mundo onde sua liberdade, direitos e até controle do seu corpo foram completamente tomados. Parece absurdo? The Handmaid’s Tale trabalha muito bem deixando um nó na garganta dos espectadores durante seu decorrer.

Em breve, também falaremos sobre o livro que originou a série, com uma resenha mais aprofundada na história completa e sobre o livro Os Testamentos, continuação lançada no ano passado.