Crítica | O 3º Andar – Terror na Rua Malasana

Nota: 3/5

Em 1980, na capital espanhola Madrid, uma família muda-se do campo para a cidade, deixando tudo o que tem para trás. Eles investem todo o dinheiro num apartamento grande, localizado na Rua Manuela Malasana. Porém eles logo descobrem que a grande oportunidade transforma-se numa situação aterrorizante, vendo que o local é dominado por uma força sobrenatural.

É partir desta premissa que O 3º Andar – Terror na Rua Malasana se desenvolve. O longa mostra a família tentando resistir às adversidades, guiadas pelo sonho de uma vida melhor na cidade grande. Antemão, tudo parece ir muito bem, já que as economias foram o suficiente para alugar um local com valor abaixo do normal. Este roteiro comum guia a trama do terceiro longa de Albert Pintó.

Como a maioria dos filmes de terror espanhol, O 3º Andar – Terror na Rua Malasana é repleto de jumpscares, até mesmo nos momentos mais desnecessários. 

No começo, a sensação de não saber o que vem à seguir é inquietante. Mas, conforme o filme se devolve, o diretor utiliza o mesmo tipo de susto, o que torna tudo muito comum e previsível.

Enquanto Amparo (Begoña Vargas), filha mais velha e protagonista do filme, procura por respostas, o fato mais significativo é revelado, o que torna-se o ponto mais alto da obra. Ali, vemos o esforço de Albert Pintó para criar uma trama diferente. O que parecia ser uma boa intenção, na verdade se traduz numa justificativa sem nexo repleta de antigos preconceitos.

Após a cena, O 3º Andar – Terror na Rua Malasana se desenrola num desfecho meia boca e confuso.

A revelação que poderia criar um fechamento fora do habitual, acaba se perdendo no meio do caminho, e não agrada. A entrega é um filme de terror comum, repetitivo e com um final sem sal.