Lista | Três séries inspiradas em livros com mulheres protagonistas

Existem vários tipos de adaptações produzidas com base em histórias de videogames, livros e até mesmo mangás. O catálogo da Netflix está cheio de produções excelentes que, antes de serem séries ou filmes, já existiam em outro formato. 

Aliando essa ideia ao fato de que hoje é essencial ficar em casa devido às medidas de isolamento social, que tal acrescentar ao seu catálogo séries curtas e emocionantes baseadas em livros? 

Conheça três produções originais Netflix com histórias cheias de emoção, adrenalina e mais: protagonizadas por mulheres cheias de atitude.

Nada Ortodoxa

Nada Ortodoxa é um dos sucessos da Netflix. A minissérie é baseada na autobiografia de Deborah Feldman chamada “Unorthodox the scandalous rejection of my hasidic roots” (Não ortodoxa: a rejeição escandalosa de minhas raízes hassídicas), publicado em 2012.

Nascida numa comunidade hassídica de língua iídiche, fundada por sobreviventes do Holocausto, Deborah nunca conseguiu se ver pertencente àquela sociedade. Então, aos 23 anos, ela foge em busca de uma vida diferente.

Adaptada para às telinhas por Anna Winger e Alexa Karolinski, alguns detalhes foram ajustados para trazer mais adrenalina à produção. Na série, acompanhamos a fuga de Esther Shapiro (Shira Haas), enquanto seu noivo Yakov Shapiro (Amit Rahav) e o rabino Moishe Lefkovitch (Jeff Wilbusch) procuram-na em Berlim.

Deborah e seu pseudo personagem, Esther, são mulheres determinadas e questionadoras. Nada Ortodoxa fala sobre identidade, encontrar seu verdadeiro eu e assumir esta versão sem medo. É uma série rápida que deixa um gostinho de quero mais.

Uma curiosidade sobre a série é que a israelense Shira Haas também é descendente de sobreviventes do holocausto.

Para acompanhar os bastidores e entender o processo de produção, a Netflix lançou “Nada Ortodoxa – Making Of”.

Anne with an E

A série protagonizada por Amybeth McNulty é uma das produções mais aclamadas da Netflix. Tanto é que Anne with an E (2017) ganhou quatro prêmios no Canadian Screen Awards de 2019, incluindo o de melhor atriz de drama. 

De 1908 a 1939 foram lançados seis livros sobre a vida de Anne, sob a escrita de Lucy Maud Montgomery, uma das autoras mais importantes do Canadá.

O primeiro livro “Anne de Green Gables”, lançado em 1908, conta os primeiros passos da garota. Na história, Anne é uma órfã adotada por uma família. Com coragem e tagarelice, ela luta para ser aceita na nova cidade e cativar aqueles ao seu redor.

Além dos livros e da série, Anne de Green Gables já teve quatro adaptações feitas para o cinema, fato que evidencia a adorável história de Anne – com leves traços biográficos baseados na vida de Lucy.

Anne with an E chama a atenção por ser uma série doce e emocionante, com personagens encantadores e uma protagonista fora dos estereótipos, cheia de alegria e sem medo de ser quem é.

Alias Grace

Adaptada para Netflix em 2017, a verdadeira história de Alias Grace aconteceu durante o século XIX e foi recontada por Margaret Atwood em 1998, no livro “Vulgo Grace”.

Em 1843, um duplo homicídio aconteceu no Canadá. O fazendeiro, Thomas Kinnear, e a governanta, Hannah Nancy Montgomery, foram mortos e seus corpos escondidos no porão da casa onde Grace trabalhava. Os únicos suspeitos do crime eram os empregados James McDermott e, claro, Alias Grace.

Afinal, quem matou Kinnear e Montgomery? É o que Atwood em Vulgo Grace, e a série adaptada por Sarah Polley fazem o público pensar, conforme evidenciam temas importantes conforme o desenvolver da trama.

Bem como no livro, Alias Grace não esquece de abordar discussões sobre machismo e o papel da mulher na sociedade. É uma série que te prende do começo ao fim, sobretudo sob a excelente atuação de Sarah Gadon no papel de Alias Grace.

De todo modo, é você quem tira suas próprias conclusões: Grace merece ser absolvida ou ela é a assassina?

A série é protagonizada por Sarah Gadon, Edward Holcroft, Rebecca Liddiard, David Cronenberg, Paul Gross e Anna Paquin.