Crítica | Invasão Zumbi 2: Península

Nota: 3/5

Quatro anos após o surto de zumbis na Coreia do Sul, o sobrevivente e ex-soldado Jung-seok recebe uma proposta tentadora para voltar à península devastada. Em equipe, ele retorna ao país, repleto de zumbis e lá, encontra um grupo de sobreviventes.

Seguindo a mesma fórmula do primeiro Invasão Zumbi, a continuação do filme, dirigido novamente por Sang-ho Yeon, fala sobre relações familiares, união e coragem em tempos difíceis. Mesmo assim, o longa não impacta tanto quando o filme de 2016.

Em muitos momentos, Invasão Zumbi 2: Península se perde na ação e momentos trash para completar as quase duas horas de filme. É perceptível que para a continuação, os roteiristas inspiraram-se em diferentes longas, como Guerra Mundial Z (2013) e, assim, deram vida a um filme de retalhos. Por isso, a proposta entregue é fraca, com uma mensagem principal meia boca.

Os efeitos visuais em CGI pecam a todo instante, o que torna o filme irreal e muitas vezes difícil de engolir. Há quem diga que algumas cenas lembram videogames.

Por ser a sequência de um longa tão grande, era esperado que Invasão Zumbi 2: Península agradasse e surpreendesse. 

Quem assistiu o primeiro empolga-se com a sequência, querendo descobrir as consequências do vírus no mundo, novos personagens, um novo contexto. Para os entusiastas de plantão, movidos pelo sucesso Parasita (2019), com certeza esperam mais um filme de sucesso.

Invasão Zumbi 2: Península peca em todos os quesitos e não entrega o que foi prometido e esperado. De todo modo, é um bom filme para conhecer melhor a nova onda de cinema sul-coreana.